Bear 650 Brasil está próxima do lançamento e traz motor 650 com mais torque, suspensão invertida Showa e estilo scrambler inspirado nos anos 60.
Bear 650 Brasil
Fala, meu melhor amigo! Aqui é o Marcelo Nunes, do Portal The Riders, e hoje eu vou falar com você olho no olho sobre uma moto que mexe com emoção, história e torque na medida certa: a nova Royal Enfield Bear 650.
Eu tive a oportunidade de rodar com ela nos Estados Unidos, em Palm Springs, na Califórnia, durante o lançamento global. Portanto, o que você vai ler aqui não é especulação — é impressão real de quem acelerou, freou e sentiu a moto na mão.
E, sinceramente? Ela tem personalidade.
De onde nasce a Bear 650?
Antes de falar de motor, preciso contar a origem.
O nome “Bear” homenageia a lendária prova Big Bear Run, disputada no deserto da Califórnia nas décadas de 1950 e 1960. Naquela época, os pilotos simplesmente pegavam suas motos e encaravam areia, pedra e o que viesse pela frente até o Big Bear Lake.
Em 1960, Eddie Mulder venceu com uma Royal Enfield. Agora, mais de seis décadas depois, a Royal Enfield resgata essa história.
Inclusive, a cor especial “Two Four Nine” faz referência direta ao número 249 usado por Mulder.
Ou seja, não é só marketing. É herança.




Motor 650 com mais torque (e mais vida)
Ela usa o já conhecido bicilíndrico em linha 648 cc, ar/óleo, que equipa modelos como Interceptor e Continental GT.
Entretanto, aqui entra a mudança importante: escapamento 2 em 1.
Além disso, o torque sobe de 5,3 para 5,7 kgfm a 5.150 rpm — um ganho de cerca de 8%.
A potência permanece em 47 cv a 7.150 rpm.
Portanto, na prática, percebi a Bear mais esperta nas retomadas. Ela continua linear, continua suave, porém responde com mais disposição no miolo do giro.
Consequentemente, em estrada sinuosa, ela diverte mais que a Interceptor.
E não, não é esportiva. Porém, também não é preguiçosa.
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Aerodinâmica? Esquece.
Mas, aqui você pilota “de cara para o vento”.
Não existe carenagem protetora. Portanto, você aceita o vento no peito e curte a proposta crua.
E, sinceramente, isso combina com o estilo scrambler retrô.
Suspensão Showa e roda 19: muda bastante
Agora segura essa parte técnica porque ela faz diferença real.
A Bear traz:
- Garfo invertido Showa SFF-BP 43 mm
- Curso de 130 mm na dianteira
- Dois amortecedores Showa com 115 mm atrás
- Roda 19” na frente
- Roda 17” atrás
Na Interceptor, ambas são 18”.
Essa mudança melhora estabilidade e entrega mais confiança em piso irregular.
Além disso, o conjunto fica mais firme nas curvas.
No trecho de terra que pilotei, ela se mostrou mais apta que a Interceptor. Entretanto, não espere desempenho de uma Royal Enfield Himalayan 450.
Ela pesa 214 kg.
Ou seja, não é leve.

Pneus e detalhes importantes
Ela usa pneus MRF desenvolvidos especificamente para o modelo:
- 100/90-19 dianteiro
- 140/80-17 traseiro
Eles utilizam câmara, não são tubeless.
Portanto, isso pode pesar para quem prioriza praticidade em viagens longas.
Estrutura reforçada
A Royal reforçou o chassi na dianteira e traseira.
Além disso:
- Altura do solo: 184 mm
- Tanque: 13,7 litros
- Consumo estimado: 24 km/l
- Autonomia aproximada: 320 km
Portanto, ela não é uma tourer de longo alcance, mas também não decepciona.


Freios e eletrônica
Ela traz:
- Disco dianteiro 320 mm
- Disco traseiro 270 mm
- ABS nas duas rodas (desligável atrás)
- Painel Tripper Dash com navegação integrada
- Porta USB-C
- Iluminação full LED
Ou seja, ela mistura nostalgia com tecnologia moderna.
E isso, meu amigo, equilibra tradição e praticidade.
E o Brasil?
O preço ainda não foi divulgado oficialmente.
Entretanto, no exterior ela se posiciona acima da Himalayan e abaixo da Super Meteor.
Se mantiver essa lógica aqui, deve ficar na faixa intermediária da família 650.
E, considerando que a Himalayan parte de R$ 29.990 e a Super Meteor começa em R$ 34.990, dá para imaginar onde ela pode estacionar.

Insight sincero
Ela não substitui a Interceptor.
Ela não vira uma trail.
Cria um meio-termo: mais versátil que a Interceptor, menos off-road que a Himalayan.
E talvez seja exatamente isso que você procura.
Conclusão
Meu melhor amigo, vou falar direto:
A Bear 650 evolui a base 650.
Ela entrega mais torque.
Ela melhora ciclística.
Também mantém identidade clássica.
E adiciona tecnologia útil.
Além disso, ela cria um estilo próprio.
Agora me responde: você prefere o visual retrô com pegada urbana ou encararia terra leve no fim de semana?
FAQ – Perguntas que você já pensou
1) Ela é uma trail?
Não. Ela é uma scrambler com capacidade leve para terra.
2) Mudou muito em relação à Interceptor?
Sim. Suspensão, rodas e torque fazem diferença real.
3) Serve para viajar?
Serve, porém com exposição ao vento e tanque moderado.
4) Vale esperar no Brasil?
Se você quer uma 650 diferente e mais versátil, vale sim acompanhar.
Meu melhor amigo, eu sei que você gosta de moto com história e personalidade.
Se você aparecer com uma Bear 650, já imagino a cena: você estaciona, olha para trás e pensa “essa tem alma”.
Grande abraço do Marcelo Nunes, do Portal The Riders.
E fica comigo porque, se depender de mim, a gente ainda vai acelerar essa Bear juntos por aí! 🏍️🔥
Portanto, continue navegando no portal The Riders e acelere com a gente!
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