GST 2.0 muda o jogo na Índia, aumenta imposto para motos acima de 350 cc e, por isso, a Bajaj reage com novas Pulsar 350 e Dominar 350.
GST 2.0
Fala, meu melhor amigo! Aqui é o Marcelo Nunes, do Portal The Riders, e hoje eu vou te contar, mastigadinho e sem enrolação, como o tal do GST 2.0 virou o mercado indiano de ponta-cabeça — e, além disso, como a Bajaj Auto decidiu reagir rápido, direto e sem dó.
Então pega o capacete, porque agora o papo é técnico, estratégico e, acima de tudo, interessante demais pra quem curte moto de verdade.
Primeiro de tudo: o que é o GST 2.0?
O governo da Índia simplesmente mudou a regra do jogo. Antes, as motos conviviam com uma estrutura tributária menos agressiva por faixa de cilindrada. Agora, entretanto, o novo GST 2.0 colocou a cilindrada no centro da equação.
Funciona assim, meu amigo:
- Até 350 cm³ → 18% de imposto
- Acima de 350 cm³ → 40% de imposto
Ou seja, enquanto as motos menores respiram aliviadas, as maiores praticamente levam um soco no estômago fiscal.
Consequentemente, manter modelos acima de 350 cc ficou muito mais caro. Além disso, repassar esse aumento para o consumidor pode derrubar vendas. Portanto, a Bajaj não pensou duas vezes.
Bajaj reage: nasce a estratégia 350

Diante desse cenário, a Bajaj Auto estuda lançar duas novas versões:
- Pulsar 350
- Dominar 350
Segundo o site indiano GaadiWaadi, as novas motos devem usar como base a atual Bajaj Pulsar https://bajaj.com.br/dominar-ns400z/NS400Z e a Bajaj Dominhttps://bajaj.com.br/dominar-400/ar 400, porém com cilindrada reduzida.
E aqui entra o pulo do gato.
Em vez de desenvolver um motor completamente novo — o que custaria caro e levaria tempo — a marca deve retrabalhar o atual monocilíndrico de 373 cm³.
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Engenharia estratégica: como transformar 373 cc em 350 cc?
A solução é simples, mas inteligente:
- Reduzir o diâmetro do cilindro
- Manter o curso do pistão
- Ajustar taxa de compressão
- Recalibrar injeção eletrônica
- Otimizar comando de válvulas
Com isso, a Bajaj consegue baixar a cilindrada para algo ligeiramente abaixo de 350 cc.
E aí você me pergunta: perde potência?
Sim, provavelmente. Entretanto, em compensação, o torque deve ficar mais linear, mais utilizável e mais amigável no trânsito real. Portanto, ao invés de números de ficha técnica para impressionar amigo no bar, a moto pode entregar mais prazer prático no dia a dia.
E, convenhamos, você usa 100% da potência toda hora? Nem eu.
Pulsar 350: mudança cirúrgica
No caso da linha Bajaj Pulsar, a tendência aponta para alterações mecânicas pontuais. Ou seja, estrutura, suspensão, chassi perimetral e pacote visual devem continuar praticamente iguais à NS400Z.
Assim, a Bajaj economiza desenvolvimento e mantém identidade.
Além disso, a marca preserva o posicionamento esportivo urbano da Pulsar, mas agora com imposto menor e preço mais competitivo.

Dominar 350: chance de renascimento?
Agora segura essa.
A Bajaj Dominar está próxima de completar uma década. Portanto, essa pode ser a oportunidade perfeita para atualizar o projeto.
E aqui eu acredito que a Bajaj pode ousar mais:
- Redução de peso
- Novo painel TFT mais moderno
- Controle de tração
- Modos de pilotagem
- Atualização no design frontal
Ou seja, além de reduzir imposto, a marca pode renovar o produto.
E isso, meu amigo, muda completamente o jogo.
Impacto no Brasil?
Agora vem a pergunta que você realmente quer fazer.
“Marcelo, isso vai afetar as motos montadas em Manaus?”
Calma, respira.
A Bajaj monta seus modelos no Brasil, em Manaus (AM), e o mercado brasileiro segue outra lógica tributária. Portanto, por enquanto, nada indica mudança imediata nas versões vendidas aqui.
Entretanto, se a estratégia 350 funcionar na Índia, a marca pode usar essa base globalmente no futuro.
E aí, sim, o cenário muda.
Insights estratégicos que pouca gente percebe

Além da questão tributária, existe outro fator importante: posicionamento contra concorrentes como a Royal Enfield, que domina justamente a faixa 350 cc.
Ou seja, ao descer de 400 para 350, a Bajaj não apenas reduz imposto — ela entra com força num segmento extremamente popular na Índia.
Portanto, não é só imposto. É estratégia de mercado.
Curiosidade interessante
O limite de 350 cc não é aleatório. Ele representa uma faixa tradicional no mercado indiano, historicamente associada a motos de torque forte e uso misto urbano/estrada.
Logo, ao se posicionar abaixo desse teto, a Bajaj se alinha culturalmente com o consumidor local.
E isso, meu amigo, vale ouro.
Conclusão
Resumindo tudo pra você, que já está aqui comigo até agora:
O GST 2.0 obrigou a Bajaj a agir.
A marca não ficou parada.
Ela reagiu rápido.
Ela adaptou engenharia.
Protegeu competitividade.
Além disso, aproveitou a oportunidade para reposicionar produto.
Ou seja, crise para uns. Estratégia para outros.
E você, como bom apaixonado por moto, agora entende o jogo por trás das decisões.
FAQ – Perguntas que você já estava preparando
1) A Pulsar 350 será muito mais fraca que a 400?
Provavelmente terá menos potência máxima, porém deve oferecer torque mais utilizável no dia a dia.
2) A Dominar 350 substituirá a 400?
Na Índia, pode sim ganhar protagonismo. Em outros mercados, ainda é cedo para afirmar.
3) Isso impacta o Brasil agora?
Não diretamente. Contudo, a estratégia global pode influenciar futuros lançamentos.
4) Por que 350 cc é tão importante na Índia?
Porque combina imposto menor, tradição de mercado e alta aceitação do público.
Meu melhor amigo, olha só… eu sei que você gosta de entender o que acontece por trás da cortina da indústria, e é exatamente por isso que eu trago esse tipo de análise pra você.
Se você curtiu, já imagina a gente debatendo isso tomando um café e discutindo torque versus potência como dois malucos apaixonados por moto.
Grande abraço do Marcelo Nunes, do Portal The Riders.
E, meu amigo… a próxima pauta já está esquentando o motor. Fica comigo! 🏍️🔥
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