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Moto Honda RC-E: a fascinante moto-conceito elétrica

Quando o Tokio Motor Show de 2011 abriu suas portas, uma intrigante superesportiva chamou a atenção de todos que visitavam a mostra. As formas radicais, os grafismos e cores empregadas – vermelho, prata e preto com detalhes em amarelo – imitavam as primeiras motocicletas vitoriosas da Honda na motovelocidade mundial. A sigla “RC”, não deixava dúvidas tratar-se de uma máquina de competição. Mas, e aquele “E”?

A carenagem blindava qualquer visão do motor, mas não foi preciso ser muito esperto para sacar que um importante elemento estava faltando, a ponteira de escape, portanto aquele “E” na sigla representava ser ela uma moto elétrica com pegada de pista, 100% radical.

Jornalistas do mundo todo metralharam qualquer um que portasse o crachá Honda no estande, mas a respostas foram poucas. Nenhum dado técnico foi divulgado, apenas foi dito que a RC-E era uma moto-conceito, como tantas outras que são apresentadas de tempos em tempos, e que visam estudar a reação do público. Se é boa, o conceito chega à linha de produção, se ruim, vai empoeirar em um galpão qualquer da fábrica, ou pior, ser desmantelado.

Honda RC-E não foi produzida, mas tampouco foi picada ou ficou abandonada em um canto: ela virou um clássico da marca, que serviu para antecipar a visão da Honda em um futuro elétrico da mobilidade, explicitada em um tempo – mais de uma década atrás – onde o futuro movido a baterias parecia ser coisa distante.

É certo que a Honda RC-E serviu não apenas para atrair a atenção dos visitantes do Tokio Motor Show e consequentemente ocupar as manchetes da imprensa. Ela foi um genuíno laboratório da tecnologia elétrica, que resultou no anúncio feito no final de 2022, no qual a Honda se comprometeu a ter todas suas motos e scooters “carbon free” até o ano de 2040.

Ao menos dez motocicletas e scooters elétricas serão lançados em escala mundial até 2025, demonstrando a firme intenção da Honda em reduzir drasticamente as emissões de CO2, cumprindo assim uma corajosa meta rumo a neutralidade de carbono, a ser alcançada em menos de vinte anos.

Falar é fácil, difícil é fazer; para soprar para longe qualquer dúvida a Honda lançou, no final do ano passado, seu primeiro veículo de duas rodas elétrico destinado aos mercados ocidentais, a scooter Honda EM1e, resultado da pesquisa que, certamente, teve a contribuição da espetacular superesportiva RC-E para desenvolver a tecnologia que usa a eletricidade e não os combustíveis fosseis como fonte de energia.

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