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Motos à hidrogênio: modelo é mais sustentável do que ao de combustão

Pensando no meio ambiente, montadoras já apostam no projeto que visa atender melhor as leis de emissão

De volta ao século XIX, quando os primeiros veículos eram idealizados, o motor à combustão era uma inovação mais do que futurística para a época. 

Com as evoluções tecnológicas, a potência desses motores foi aumentando, foram adicionados cilindros a mais, injeções eletrônicas e muitas outras atribuições, tanto nos carros quanto nas motocicletas.

Hoje, as motos elétricas estão conquistando certa parte do mercado, porém, os preços ainda elevados fazem com que a procura por esses modelos ainda não sejam expressivos. Assim, outras soluções vão surgindo como teste no mercado das duas rodas e uma delas são as motocicletas à hidrogênio.

O projeto base

As motos à hidrogênio são apresentadas como uma alternativa mais sustentável e limpa de fonte de energia. A ideia é que os propulsores tornem-se algo viável para uso diário, substituindo a queima de gasolina.

Algumas marcas como a Kawasaki e a Xiaomi estão apostando nessa ideia. Mas, afinal, como funciona esse tipo de motor?

Se compararmos à mecânica dos motores à combustão de gasolina e/ou etanol, o hidrogênio não conta com diferenças muito bruscas, pois eles funcionam como motores de combustão normal.  

Porém, eles precisam ser projetados especialmente para funcionar com o hidrogênio. Entre os carros, já existem motores que funcionam à base de hidrogênio; os das motocicletas seguiriam o mesmo roteiro.

Como funciona este tipo de motor?

Seguindo o modelo dos motores à combustão comuns, neste tipo, ao invés do uso de gasolina ou etanol, o combustível hidrogênio será utilizado.

Este, por sua vez, será armazenado no tanque de combustível e, lá dentro, irá reagir com o oxigênio. A partir desta reação, energia elétrica, calor e água serão produzidos.

O calor e a água sairão juntos do cano do escapamento no formato de vapor de água, enquanto a eletricidade correrá diretamente para o motor ou para uma bateria, armazenando energia para necessidades futuras.

A diferença de uma motocicleta movida a hidrogênio para uma elétrica é que, além da utilização de uma fonte de combustível de baixo impacto ambiental, a unidade de bateria também é menor, sendo utilizada apenas em casos de necessidade.

Como o combustível hidrogênio é feito?

O processo de produção deste tipo pode ser um processo térmico, assim como o de produção de gasolina e etanol.

Nele, o vapor irá entrar em reação com um combustível hidrocarboneto, encontrado na natureza através do diesel, gás natural e biogás, por exemplo. Cerca de 95% do combustível hidrogênio vem do gás natural.

Ele também pode ser produzido por meio da eletrólise, onde dois eletrodos – um tipo de barra de metal – ligados a uma fonte de energia são mergulhados em água. 

Como as barras contam com polaridades diferentes, o hidrogênio que está na água se separa. Este processo, por si, demanda de muita energia, não usando carbono.

Os prós e contras do hidrogênio

Um dos principais fatores que tornam este tipo de motor em motocicletas e carros é atender às rígidas leis de emissão de carbono, pois a poluição destes propulsores é mínima.

Além disso, a eficiência destes motores é superior aos a gasolina (25 a 30%) e a diesel (30 a 38%), totalizando cerca de 45%, sendo também econômicos.

Por outro lado, os motores a hidrogênio podem ter alto custo – tanto da produção de combustível quanto da produção das motos.

Isso também se deve à necessidade de maior espaço de armazenamento para os tanques de combustível, o que pode ter altos custos e demandar alta tecnologia para as montadoras. Por isso, as motos à hidrogênio ainda estão em estudo.

Fonte:https://motomundosa.com.br/motos-a-hidrogenio-modelo-e-mais-sustentavel-do-que-ao-de-combustao/

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