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Quartararo e quedas marcam a Moto GP em Portugal

Fabio Quartararo (20, Yamaha Monster Energy MotoGP) e Francesco Bagnaia (63, Ducati Team) foram os grandes nomes do GP 888 de Portugal, terceira prova da MotoGP 2021. Não apenas por faturarem os dois pontos mais altos do pódio, mas pelo desempenho ímpar no Circuito de Algarve. Ao final, tiveram a companhia do atual campeão Joan Mir (36, Suzuki Ecstar), em terceiro.

MotoGP em Portugal com Joan Mir (3º), Fabio Quartararo (1º) e Francesco Bagnaia (2º)

Quartararo faturou a pole, mas largou mal, caindo para a sexta posição. Entretanto, recuperou-se rapidamente, se manteve no pelotão da frente e tomou a ponta oito voltas depois – e para não mais largar.

O líder Quartararo, Rins (foto) cravou consecutivas voltas rápidas… até que caiu, a sete voltas da bandeirada

A partir disso, em meados da décima volta, Fabio passa a ser atormentado por Alex Rins (42, Suzuki Ecstar). O espanhol chegou ao primeiro posto nas voltas anteriores e parecia determinado a tomar a liderança novamente. Então os dois pilotos se distanciaram dos demais, cravando uma série de voltas rápidas entre si, numa grande disputa.

Quartararo fatura duas vitórias nas três primeiras provas da temporada. 

Até que, a 7 voltas da bandeirada, Rins cai, deixando o caminho livre para Quartararo. Neste momento o francês estava a 4 segundos dos demais, distância que em breve chegaria a 5,4 segundos. Coube, então, ao francês ‘apenas’ administrar a vitória – algo que fez com maestria.

Grande dia de Bagnaia. Italiano usou a penalização do classificatório como combustível para voar da 11ª colocação para o pódio

Enquanto tudo isso acontecia, Bagnaia esmeirava-se a realizar ultrapassagens. O italiano largou na indigesta 11ª colocação (seria da primeira, mas sofreu penalização no classificatório) e passou por todos os concorrentes até chegar ao pódio. Herdou o segundo posto com a queda de Rins, sabendo defendê-lo das investidas de Mir até a bandeirada.

MotoGP em Portugal: muitas quedas

A ausência de acidentes na corrida não impediu que vários pilotos deixassem a prova precocemente. Jack Miller (43, Ducati Team) caiu ainda no início da disputa, sucedido por Valentino Rossi (46, Petronas Yamaha SRT) algumas voltas depois. Vencedor em 2020, Miguel Oliveira (88, KTM Factory Team) passou pelo mesmo problema, mas conseguiu voltar à disputa – terminando na última colocação.

Quedas individuais marcaram a prova. Zarco caiu a três voltas do fim, Oliveira (quase) abandounou a corrida em casa, Rins perdeu um excelente dia

Algumas quedas foram determinantes ao resultado final. Além do já citado incidente com Rins, o tombo solitário de Johan Zarco (5, Pramac Racing), líder das primeiras voltas e favorito ao pódio, também mudou a definição final de posições. O francês caiu a seis voltas do fim, quando era terceiro.

A volta de Marc Márquez

Certamente, o retorno do heptacampeão da MotoGP Marc Márquez foi um dos pontos altos do evento. O espanhol obteve bons tempos nos teinos livres e largou na segunda fila, da sétima posição.

Marc Márquez voltou ao Mundial. Antes da corrida ele disse que talvez nem a completasse, mas a concluiu – na sétima posição. Nas redes sociais falou sobre dores e foi parabenizado pelos fãs

Apesar de largar bem e chegar às primeiras posições ainda na primeira volta, logo diminuiu o ritmo e estacionou numa posição que lhe parecia confortável. Assim, permaneceu boas voltas em nono e, beneficiado pelas quedas à frente, recebeu a bandeira em sétimo.

Não dá pra considerar um mau resultado, lembrando que o piloto ficou uma temporada inteira fora e que ainda se recupera de uma série de cirurgias no braço direito. Além disso, era sua primeira corrida no circuito português pela MotoGP. Ainda, é preciso considerar o desempenho pífio da Honda, que teve em Marc seu melhor resultado – o colega, Pol Espargaró (44), abandonou a prova ainda na primeira metade em virtude de problemas mecânicos.

A tendência é que Márquez apresente um desempenho progressivo ao longo das próximas corridas, galgando posições lentamente ao passo em que se sente mais confortável com a moto. Provavelmente não apresentará uma pilotagem agressiva a todo custo, uma vez que foi este ímpeto que lhe levou ao chão na queda que lhe custaria uma temporada – no primeiro GP de 2020, ao tentar chegar ao líder após levantar de um queda e sair da última colocação.

Como fica o campeonato e próxima prova

Com duas vitórias consecutivas, Quartararo assume a liderança da MotoGP 2021. O segundo lugar poderia ser ocupado pelo então líder Zarco, que perdeu a posição com a queda em Portugal. Fabio é lider com 61 pontos, seguido por Bagnaia (46), Maverick Viñales (41), Zarco (40) e Mir (38), completando o top5.

O sorridente Quartararo é o novo líder da MotoGP. Próxima prova acontece em Jerez, na Espanha, no dia 2 de maio

A próxima corrida acontece daqui duas semanas, no circuito de Jerez, em 2 de maio. Será o GP Red Bull da Espanha, que marca o início da temporada para as motos elétricas, a MotoE – onde somos representados por Eric Granado. Sem Márquez (um dos principais vencedores na pista, com 3 vitórias), a última edição da corrida foi vencida por Quartararo, com Viñales em segundo e Andrea Dovizioso (Ducati) em terceiro.

MotoGP: resultados 3ª etapa (Portugal)

1 – Fabio Quartararo (20, Yamaha)
2 – Francesco Bagnaia (63, Ducati)
3 – Joan Mir (36, Suzuki)
4 – Franco Morbidelli (21, Yamaha)
5 – Brad Binder (33, KTM)
6 – Aleix Espargaro (41, Aprilia)
7 – Marc Márquez (93, Honda)
8 – Alex Márquez (73, Honda)
9 – Enea Bastianini (23, Ducati)
10 – Takaai Nakagami (30, Honda)
11 – Maverick Viñales (12, Yamaha)
12 – Luca Marini (10, Ducati)
13 – Danilo Petrucci (9, KTM)
14 – Lorenzo Savadori (32, Aprilia)
15 – Iker Lecuona (27, KTM)
16 – Miguel Oliveira (88, KTM)OUT
Johan Zarco (5, Ducati)
Alex Rins (42, Suzuki)
Jack Miller (43, Ducati)
Valentino Rossi (46, Yamaha)
Pol Espargaro (44, Honda)

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