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The Riders Histories
Riders Custom

Segmento custom: poucas opções e muitas saudades

Relembre cinco estradeiras que passaram pelo mercado brasileiro e deixaram lembranças – algumas boas, outras nem tanto

O mercado brasileiro de motos custom é, atualmente, bem limitado. Temos à disposição alguns poucos e caríssimos modelos da Harley-Davidson, a Kawasaki Vulcan 650S na média cilindrada, a Royal Enfield Meteor 350 um pouco mais abaixo e as valentes Haojue Chopper Road 150 e Master Ride 150 na base do segmento.

Mas houve um momento no nosso mercado, lá na década de 90 e início dos anos 2000, que as custom bombavam mais por aqui. Para quem tem saudades daqueles tempos, como eu, lembramos aqui cinco modelos que marcaram aquela época – em meio a vários outros, acredite!

Motos custom que deixaram saudades

Yamaha XV 250 Virago: a 1ª moto custom de muita gente

A chamada “Viraguinho“, ficou em linha de 1995 a 2002, e foi a primeira custom de muita gente. O desempenho era modesto – seu motor V2 rendia apenas 21,4 cv -, mas o visual bacana, a ótima posição de pilotagem, o banco confortável e o preço então atraente formavam um conjunto bem sedutor.

Hoje ainda tem algum mercado, pois é procurada principalmente por quem vem de modelos de cilindrada mais baixa. Mas é preciso garimpar uma moto bem cuidada e ficar de olho na tal engrenagem da bomba de óleo, que adora dar problema.

Kasinski Mirage GV 250 ficou 12 anos em linha

É curioso como o mercado brasileiro nunca deu muita sorte com motos custom de 250 cm³Sundown V-BladeGarinni 250Suzuki Intruder 250 e a própria Yamaha XV 250 Virago, citada aí em cima, entre outras, em algum momento ganharam fama de problemáticas. Originalmente feita pela Hyosung coreana, a Mirage GV 250 foi montada no Brasil pela Kasinski e fez parte desse clube.

Com motor V2 de 30 cv, a moto ficou em linha de 2001 a 2013, uma boa sobrevida para um modelo que até fez relativo sucesso por seu porte, estilo, posição de pilotagem e conforto, e que depois ganhou má fama. Apesar disso, ainda é possível ver um bom número de Mirage 250 por aí – apesar dos problemas, principalmente na parte elétrica.

Honda Shadow VT 600 é uma das motos custom valorizada

Shadow VT 600 chegou ao mercado brasileiro em 1995, importada. Aí foi nacionalizada em 1998 e ficou em linha até 2005. Desde sua chegada foi um sucesso: apesar do desempenho comportado proporcionado pelo motor V2 de apenas 39 cv, era robusta e pouco afeita a dar problemas, desde que fosse bem cuidada.

Até hoje é uma moto valorizada pela turma que gosta do estilo. Só peca no conforto para o garupa (apesar de ser uma custom, e isso é bem resolvível) e na questão da bomba de combustível – todas, em algum momento da vida, vão dar problema. A solução? Tire-a que a moto funciona bem sem a peça. Ainda é uma boa opção de compra.

Suzuki Intruder 800 GLP: uma das primeiras motos custom japonesa

Intruder 800 foi uma das primeiras custom japonesas a chegar ao mercado brasileiro depois da abertura das importações. Segundo a tabela Fipe, ficou em linha de 1994 a 2003. Tinha design bonito e um bom motor V2 de 805 cm³, que rendia divertidos 50 cv. Com transmissão secundária por eixo cardã, foi uma sensação por muito tempo, apesar de seu tanquinho para apenas 12 litros.

Teve uma versão com motor de 1.400 cm³ e 72 cv, que era um canhão. Depois veio a Intruder 1.500 LC, cujo projeto não tinha nada a ver com os das Intruder 800 e 1.400 originais. Seu nome foi emprestado até à pequena Intruder 125, que, apesar de magrela e fraquinha de motor, até hoje é cobiçada. As Intruder 800 e 1.400, por seu lado, já não fazem mais tanto sucesso devido à manutenção difícil (peças e custos).

Kawasaki Vulcan 800 teve duas versões no Brasil

Vulcan 800 teve duas versões no Brasil: a VN, de 1995 a 1997, e a Classic, de 1997 a 2003. Era bonita, confortável e raramente dava problema – ao contrário da prima furiosa Vulcan 750 e suas quatro correntes de comando e da primeira geração da Vulcan 1.500 e seu problemático câmbio de quatro marchas.

800, aliás, pertencia a uma família grande, composta por muitos modelos e versões sempre desenvolvidos para o mercado americano. Hoje já não tem mais o mesmo status de outrora, mas ainda por ser considerada uma boa opção se for um exemplar muito bem cuidado e com baixa quilometragem. Com apenas um carburador para seus dois cilindros em V, parte elétrica simples e projeto robusto, sua manutenção periódica é fácil e barata – mas também não será fácil achar peças de reposição mais complicadas.

Fonte: https://www.webmotors.com.br/wm1/motos/motos-do-segmento-custom-poucas-opcoes-e-muitas-saudades

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