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BSA está de volta!

BSA Motorcycles está de volta. Para quem não liga o nome às motos, trata-se de uma marca originalmente inglesa – cujo nome é uma sigla de Birmingham Small Arms Company -, que ficou famosa pelos seus motores monocilíndricos entre os anos 1930 e 1960, chegou a ser comprada pela concorrente Triumph e fechou as portas.

Em 2016, contudo, o grupo indiano Mahindra & Mahindra comprou a marca. E através de sua subsidiária Classic Legends começou a reestruturá-la e desenvolver novos projetos. Agora chega o primeiro resultado desse trabalho: a retrô clássica Gold Star 650. A moto foi apresentada durante o evento NEC Motorcycle Live Show, realizado justamente na cidade de Birmingham, na Inglaterra – onde a marca nasceu.

A moto tem o estilo das antigas, com linhas sinuosas, farolzão redondo e rodas raiadas, entre outros detalhes
Crédito: Reprodução

A aposta no estilo foi motivada, obviamente, pelos bons resultados que outras fabricantes têm obtido com modelos similares. É o caso da Triumph com a linha Bonneville e da conterrânea Royal Enfield, com a Interceptor e a Continental GT.

O tanque é largo e arredondado e, na frente, o painel tem dois relógios analógicos separados por um display digital
Crédito: Reprodução

A Gold Star 650, por sinal, deverá brigar mesmo com as “twins” da Royal Enfield, já que naturalmente será vendida na Índia. A moto é uma espécie de reencarnação de uma das BSA mais icônicas de todos os tempos, a homônima Gold Star fabricada entre 1939 e 1963.

O visual é clássico, de “moto com cara de moto”: farolzão e piscas redondos, tanque com linhas sinuosas, painel com dois relógios analógicos (e um display digital no meio), para-lama dianteiro rente ao pneu, banco quase reto, grandes tampas laterais, rodas raiadas, ausência de rabeta e para-lama traseiro comprido e mais distante do pneu, com uma lanternina discreta lá na ponta.

A Gold Star 650 será vendida inicialmente na Índia, atualmente o maior mercado de motos do mundo
Crédito: Reprodução

O motor foi desenvolvido pela BSA com a Universidade Tecnológica de Graz, da Áustria. Mas segue a receita tradicional da marca e de tempos de redução de custos: um monocilíndrico com 652 cm³ de cilindrada, 47 cv de potência máxima e 5,6 kgf.m de torque – e tem até aquela famosa “tampa inclinada” das antigas BSA!

A novidade aqui é a refrigeração líquida, com um grande radiador, para garantir melhor rendimento do monocilíndrico. O câmbio tem cinco marchas e a embreagem deslizante é uma das poucas modernidades da moto, ao lado dos freios Brembo com ABS (disco simples nas duas rodas), do imobilizador do motor (chave chipada) e de uma tomadinha USB ao lado do guidom.

Neste ângulo, o enorme radiador sobressai: refrigeração líquida para garantir bom rendimento ao motor
Crédito: Reprodução

Mas algumas escolhas são conservadoras, como suspensão dianteira com garfos tradicionais e traseira bichoque, chassi de berço duplo e pneus Pirelli Phantom nas rodas de 18 polegadas na frente e 17 polegadas atrás. O peso é ordem de marcha é de apenas razoáveis 213 quilos.

Na Índia, a Gold Star tentará roubar compradores das Royal Enfield Interceptor e Continental GT 650
Crédito: Reprodução

BSA Motorcycles pretende começar a vender a Gold Star 650 em meados de março do ano que vem, mas não revelou quais serão os primeiros países a recebê-la. A moto será produzida na cores vermelha (eu quero!), prata, preta e verde. E haverá uma edição especial chamada Legacy Edition, com muitos cromados e uma cor prata exclusiva.

O preço ainda é um mistério. Mas, por ser monocilíndrica, a moto deve ser até mais barata que as “twins” da Royal Enfield – que, como diz o próprio apelido, são bicilíndricas. Será que as Gold Star 650 vêm para o Brasil? A conferir!

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