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The Riders Histories
Curiosidades

MOTÓDROMOS, OS PRIMEIROS PROBLEMAS.

Com o passar do tempo, vieram à luz os primeiros problemas dos motódromos. Quando ocorria uma queda, o mínimo que poderia acontecer era que o piloto acabasse com o corpo cheio de estilhaços, bem como dor e infecção por alguns dias.

Mas não foi necessário cair para terminar as corridas machucado. As próprias motocicletas, em seu próprio caminho ao longo das ripas de madeira, levantavam lascas que furavam os pilotos que vinham em perseguição. Jim Davis, piloto da Indian e da Harley-Davidson entre 1916 e 1937 (um verdadeiro sobrevivente daquele tempo que atingiu 104 anos de vida), conta com muitos detalhes como era correr naqueles anos de sofrimento:

Às vezes, um pedaço do tamanho de um lápis ficava preso em você… e eu acabava ferido muitas vezes. As lascas ficavam presas onde o golpeassem. Quando eu tentei soltar o guidão depois de uma corrida em Fresno, minhas mãos simplesmente continuaram ali. Olhei para baixo e tinha um pedaço de madeira que tinha perfurado meu macacão de couro e estava ficada no meu bíceps. Conseguimos tirá-la e a situação não teve consequências mais graves, mas era o tipo de coisas que costumavam acontecer.

Pense por um momento no que estávamos falando. Eram motos tecnologicamente avançadas quanto ao motor, muito mais do que poderia parecer à primeira vista: duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, carburador de precisão e corte de ignição por segurança.

Isso era como o sistema de homem ao mar nas motos aquáticas ou quadris, que consiste em uma tira de couro amarrada ao pulso e colocada entre um clipe de metal no guidão, feito uma chave rudimentar para evitar que os pólos se tocassem. Se o piloto se acidentasse ou puxasse a tira, os pólos entravam em contato e a ignição era cortada, desligando o motor.

Mas, por outro lado, eles tinham grandes deficiências, resultado da inexperiência que ainda existia naqueles anos. Os pilotos não tinham roupasde proteção, as motocicletas não tinham suspensões e freios, e os pneus eram um pouco mais largos do que as tábuas, e ofereciam uma aderência bastante limitada.

Esta combinação de perigo fez com que os pilotos vencedores se tornassem rapidamente famosos por sua ousadia, coragem e habilidades para lidar com a fronteira da morte. E recebiam apelidos inspirados no seu sucesso nos motódromos: Walter Mile in a Minute (uma milha por minuto, o que dava 60 milhas por ora, cerca de 96 km/h ) Collins, Paul Pretty Darn Quick (muito danado de rápido) Derkum, Glen Silver (prata) Boyd, E. G. Cannonball (Bala de canhão) Baker, Curley Fredericks, Ralph Hepburn, Clifford Windy (ventania) Lindstrom, Otto Walker e Ralph Daredevil (algo como demônio ousado) Hepburn.

Mas, infelizmente, vieram os terríveis acidentes que deram início ao declínio dos motódromos.

Dizíamos que as motos da época tinham motores muito sofisticados, mas o resto da moto não acompanhava em conformidade. Os chassis permaneciam como os das bicicletas, apenas reforçados, os escapamentos livres deixavam vazamentos de óleo gotejante na pista, o que a tornava muito escorregada, os pneus, forçados a suportar grandes esforços se rompiam, etc. E as pistas, que pelo seu tipo de construção sofriam muito, necessitavam de manutenção constante.

E, claro, como o projeto dos motódromos tinha sido realizado em função do público que poderia assitir as corridas e o tempo de retorno, o inconveniente dos custos de manutenção aumentou o preço dos ingressos. E se não havia público suficiente, não se poderia manter convenientemente a pista, e os pilotos se enfrentavam em pistas rachadas e sem tábuas em algumas seções.

E se pensamos em motos a mais de 160 km/h, com os espectadores na parte superior das cruvas inclinadas e protegidos da pista por uma simples grade, mortes e desastres logo apareceram, tanto entre pilotos quanto entre o público.

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