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O Rei do Futebol faz parte da história da motocicleta no Brasil

A Honda inaugurou suas instalações no Brasil em 1971, ainda como importadora. Pouco depois, uma pessoa importantíssima atuou como garoto propaganda para a marca: ninguém menos que o rei Pelé, que completou (em 23/10/2020) 80 anos.

Pelé marcou 1283 gols em 1375 partidas, durante sua carreira. A última partida oficial no Brasil foi em 1974. No entanto, suas conquistas, imagens de dribles e gols continuam sendo mostradas, vistas, comentadas e servindo de inspiração para as novas gerações de meninos e meninas.

Mas Pelé foi além. Jogar futebol parecia algo nato como andar e respirar. O rei tinha tempo para fazer propaganda, se arriscar como ator e músico. Posteriormente foi convidado e aceitou ser Ministro de Esportes durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Foi comentarista de futebol e protagonizou com Galvão Bueno a conquista do tetra nos Estados Unidos, na Copa de 94.

Mas vamos falar especificamente sobre motos. E mais específico ainda, sobre a Honda. Depois de conquistar o terceiro título de campeão pela seleção de 1970, Pelé foi convidado pelo próprio fundador e presidente da Honda, o sr. Soichiro Honda (17/11/1906 – 05/08/1991), para quem sabe, aceitar um contrato para divulgação da Honda no Brasil.

Pode-se dizer que foi mais uma “jogada de craque” do sr. Soichiro. O sonhador e visionário fundador da marca que leva o seu nome, já havia participado de outros feitos. Sua vocação na criação de motores parecia ser tão natural quanto a de Pelé para jogar futebol. Quando jovem, ele já havia ajudado o Japão na construção de motores para os aviões na segunda guerra.

Camisa autografada – Pelé entrega uma camisa autografada para o fundador da Honda, Soichiro Honda

No dia 26 de outubro de 1971 começa a funcionar a Honda Motor do Brasil Ltda., responsável pela importação e distribuição dos produtos Honda no País. Em 1976, com o fim das importações, as primeiras motocicletas da fábrica em Manaus (AM), começaram a tomar conta do País. A primeira geração da CG 125, estreou a linha de produção. Tinha motor de 125 cm³ com 10,4 cv de potência.

Pelé foi o garoto propaganda dessas primeiras CGs. Nessa época o rei não atuava mais como jogador no Brasil, mas ainda estava em atividade no Cosmos nos Estados Unidos, onde encerrou definitivamente as atividades oficiais como jogador em 1977.

Não tem como afirmar que sem Pelé, a Honda venderia menos motos. Mas com o apoio do rei no auge de suas conquistas, a diferença pode ter sido grande para história da marca no Brasil. Para se ter uma ideia, a Yamaha já fabricava motos no país 2 anos antes. Tudo bem que era a RD 50, as primeiras cinquentinhas da Yamaha. Mas de toda forma, a Yamaha se estabeleceu antes (1970) e começou antes a fabricação no mercado Brasileiro de duas rodas. No entanto as primeiras 125cc da Yamaha só chegariam em 1978 com a RX 125.

Um ano depois do início da fabricação das CGs nacionais, em 1977, a Honda já dominava 79% do mercado de motos no Brasil, segundo informação de uma publicação do Jornal da Tarde (SP). A consolidação nos anos seguintes apenas confirmou esse início bombástico.

Ainda hoje a Honda é responsável por uma fatia gigantesca do mercado de motos no país. E quem diria, com uma história que começou com uma carona na garupa de um certo Edson Arantes. Vida longa ao rei do futebol, e a esse golaço que não foi de bicicleta, mas de motocicleta.

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