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MOTOGP, ANÁLISE ÀS LONG RUNS NOS TESTES DO QATAR

Terminados os testes de pré-temporada, e ainda antes de começar a época no Qatar, o MotoGP fez uma análise a algumas long runs que alguns pilotos fizeram em Losail, de modo a tirar já algumas possíveis conclusões sobre quem está em melhor forma antes do Grande Prémio.

MOTOGP, ANÁLISE ÀS LONG RUNS NOS TESTES DO QATAR: QUEM ESTÁ MELHOR E PIOR?

Certamente, Francesco Bagnaia e Aleix Espargaró não fizeram uma run assim tão longa (sete voltas apenas), mas os stints foram impressionantes.

Entretanto, o 1:53.262 de Bagnaia chegou no final da sua run, com esse tempo a ser pouco mais de sete décimos mais lento do que o seu segundo pior tempo.

Por exemplo, enquanto Espargaró mostrou grande consistência, rodando em 1:51 alto durante duas voltas e 1:52 baixo durante cinco voltas.

Mas, os números dos dois pilotos podem colocar a Ducati e a Aprilia em boa posição para o sprint.

Francesco Bagnaia (7 voltas: melhor volta em 1:51.850, média de voltas em 1:52.430)

Aleix Espargaró (7 voltas: melhor volta em 1:51.931, média em 1:52.106)

Brad Binder (melhor volta em 1:52.859, média em 1:53.224) foi o único a simular uma distância de corrida, com uma run de 22 voltas consistente.

Por exemplo, das nove primeiras voltas do piloto da KTM, três foram em 1:52 alto, com o resto da sua simulação em 1:53 baixo.

No entanto, não houve outras simulações de 22 voltas, mas Binder foi o mais rápido dos que fizeram distâncias bem superiores a meia corrida.

Brad Binder (22 voltas, melhor volta em 1:52.859, média em 1:53.224)

Além disso, depois, há os pilotos que fizeram 14 voltas ou mais. Álex Márquez e Pedro Acosta (18 voltas) e Luca Marini (17) não ficaram longe da distância de corrida completa.

Como resultado, o fato de Acosta estar tão próximo do ritmo de Álex Márquez no Qatar é bom sinal para o rookie, embora não se saiba quantas voltas tinham os pneus nem o nível de combustível.

Por exemplo, a run de Viñales incluiu nove voltas em 1:52, com a última, em 1:52.905, na sua 15.ª volta.

Se juntarmos a isso o stint mais curto de Aleix Espargaró, a Aprilia dá bons indicadores para a qualificação, sprint e corrida.

Como resultado, as 14 voltas de Takaaki Nakagami também foram assinaláveis, com as últimas quatro voltas a variarem entre 1:53.2 e 1:53.3, apenas a um ou dois décimos da sua melhor volta da run.

Entretanto, já Luca Marini não conseguiu chegar ao 1:53 baixo, mas o seu ritmo também não flutuou muito, o que pode significar que a Honda não castiga muito os pneus.

Maverick Viñales (17 voltas: melhor volta em 1:52.710, média em 1:53.322

Takaaki Nakagami (14 voltas: melhor volta em 1:53.197, média em 1:53.544

Álex Márquez (18 voltas: melhor volta em 1:52.843, média em 1:53.693)

Pedro Acosta (18 voltas: melhor volta em 1:53.187, média em 1:53.710)

Luca Marini (14 voltas: melhor volta em 1:53.679, média em 1:53.840)

Mas, Fabio Di Giannantonio foi uma das figuras de destaque da pré-temporada, sendo que das suas 11 voltas, sete foram abaixo da marca de 1:52.5.

Apenas uma volta foi feita em 1:53 (1:53.020) e na última volta da sua run, o italiano fez 1:52.472, o que não é mau de todo. Enea Bastianini não teve sorte em 2023.

Contudo, mas teve igualmente uma boa pré-época, com o seu ritmo muito semelhante ao de Di Giannantonio nas runs comparáveis que fizeram, com Marco Bezzecchi a não os conseguir igualar.

Já a Yamaha está mais preocupada em melhorar o time attack do que o ritmo de corrida, mas Fabio Quartararo fez uma run decente de dez voltas.

O francês fez seis voltas em 1:52, com as últimas quatro a serem todas em 1:53, a última em 1:53.649.

Cerca de um segundo entre a melhor e a pior volta não é fantástico, mas não se sabe quanta vida é que os pneus já tinham, mas, se Quartararo conseguir rodar mais vezes em 1:52, terá um ritmo competitivo.

Fabio Di Giannantonio (11 voltas: melhor volta em 1:52.320, média em 1:52.533)

Enea Bastianini (10 voltas: melhor volta em 1:52.016, média em 1:52.541)

Marco Bezzecchi (9 voltas: melhor volta em 1:52.575, média em 1:52.951)

Fabio Quartararo (10 voltas: melhor volta em 1:52.551, média em 1:53.042)

É preciso relembrar que todos estes tempos são analisados sob a condição de não se saber quantas voltas tinham os pneus e quanto combustível tinha cada moto.

Mas, ainda assim, dá para ter uma ideia de quem está melhor e pior para o Grande Prémio do Qatar, que decorre de 8 a 10 de março.

MOTO2, PORTIMÃO: MANUEL GONZALEZ O MAIS RÁPIDO EM FIM-DE-SEMANA ‘MISTO’

Foi com a companhia da chuva que os pilotos do campeonato do mundo de Moto2 estiveram nos últimos dois dias no Autódromo Internacional do Algarve em testes privados.

Sem outras categorias como aconteceu com as MotoE e Moto3 que tinham partilhado as sessões nos dois dias anteriores.

Os pilotos das Moto2 contaram desta feita com a ‘benção’ da chuva que condicionou os trabalhos agendados para este regresso ás pistas mais de oitenta dias depois do derradeiro GP de 2023.

Com as condições climatéricas a limitarem toda a acção da manhã de Sábado foi apenas nas duas derradeiras horas do dia que finalmente ficaram reunidas condições mínimas para que os 27 pilotos presentes entrassem em pista.

Até então apenas 12 pilotos tinham efectuado voltas cronometradas – e no final desse período foi o madrileno Manuel Gonzalez quem assinou a melhor volta com uma passagem aos 4.592 metros do circuito em 1m42.797s.

O novo recruta da QJMotor Gresini efectuou um total de 41 voltas e bateu Aaron Canet – a estrear-se aqui com as cores da Fantic – por apenas 69 milésimas de segundo.

O terceiro mais veloz foi Tony Arbolino com uma melhor volta em 1m43.042s, na frente de Marcos Ramirez e Jake Dixon que pela primeira vez mostrou as cores da CF Moto no mundial Moto2.

No Domingo e com a chuva quase sempre presente ou a espreitar entre as nuvens, foram apenas nove os pilotos que entraram em pista e no final do dia o melhor tempo reflectiu bem as condições pouco adequadas a passagens rápidas.

Certamente, o britânico Jake Dixon foi o mais veloz com uma volta ‘lenta’ em 1m44.998s – que lhe valeria a 18ª posição no dia anterior – batendo Fermin Aldeguer e Alonso Lopez, os dois pilotos da Boscoscuro.

Mas, nos últimos 40 minutos de ‘pista aberta’ o som dos motores Triumph que equipam a categoria deixou mesmo de se ouvir e ainda antes da bandeira de xadrêz.

Eram já muitas as equipes que preparavam o regresso à estrada para os sempre bem decorados camiões que fazem parte do ‘paddock’.

Por exemplo,a um mês da realização do GP de Portugal o Autódromo Internacional do Algarve prepara já aquela que será uma grande festa do motociclismo.

E em breve serão anunciadas todas as atividades que serão parte do programa da sexta visita do campeonato do mundo a solo algarvio e ao circuito junto a Portimão, evento para o qual os bilhetes continuam à venda em: www.autodromodoalgarve.com.

Leia também:

Tempos combinados

1º Manuel Gonzalez – Kalex com 1m42.797s

2º Aron Canet – Kalex a 0.069s

3º Tony Arbolino – Kalex a 0.245s

4º Marcos Ramirez – Kalex a 0.560s

5º Jake Dixon – Kalex a 0.945s

6º Senna Agius – Kalex a 1.141s

7º Filip Salac – Kalex a 1.153s

8º Joe Roberts – Kalex a 1.173s

9º Bo Bendsneyder – Kalex a 1.280s

10º Ai Ogura – Boscoscuro a 1.338s

MOTO2: PILOTOS DA QJMOTOR GRESINI SATISFEITOS COM O TESTE DE PORTIMÃO

Contudo, em dois dias de testes condicionados por condições climatéricas adversas no Autódromo Internacional do Algarve, onde a chuva e o vento não deram tréguas, a equipa QJMOTOR Gresini de Moto2.

Contudo, regressou pela primeira vez à pista após a paragem de inverno, liderando a tabela de tempos desde o primeiro dia.

‘Manu’ Gonzalez foi imediatamente rápido, 1º na geral com um crono de 1m42,797s  efectuado no primeiro dia de testes, com pneus slick apesar da pista ainda irregular.

“Foi um teste bastante estranho, só conseguimos fazer 39 voltas no primeiro dia devido às condições da pista, muito húmida de manhã e melhor à tarde.

Com a moto encontrei imediatamente a mesma boa sensação que tive no teste de Valência e com os novos pneus consegui ser rápido desde a primeira volta.

Além disso, fizemos algumas pequenas alterações na moto que nos permitiram melhorar o nosso desempenho, estabelecer uma volta rápida e ter um bom ritmo.

Esperávamos um tempo melhor no domingo que nos permitisse continuar o trabalho, mas a chuva não nos deixou. Voltaremos a tentar em Jerez dentro de alguns dias.” Disse Manuel Gonzalez.

Na 11ª posição, o seu companheiro de equipa Albert Arenas, aproveitou este teste para encontrar a posição perfeita na sua moto e para procurar a afinação ideal para os novos pneus.

“Este dia de testes foi mais um treino, não tivemos muito tempo em pista, mas ainda assim conseguimos fazer 46 voltas, algumas em piso molhado, outras em piso seco:

Positivo e útil para encontrar o ritmo e ficar motivado antes de Jerez.

Portanto, descobrimos a direção a seguir e mal posso esperar para voltar à pista dentro de alguns dias!

Foi bom voltar a ver a equipa depois da pausa de inverno, estamos prontos para começar 2024 da melhor maneira possível!” Disse Arenas.

Para resumir, a QJMOTOR Gresini vai agora deslocar-se diretamente para Jerez, para enfrentar mais três dias de testes, os últimos antes do início da temporada no Qatar.

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