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Motos com placa preta? Sim! Saiba como funcionam as colecionáveis de 2 rodas

Placa preta tem alguns requisitos, como a idade da motocicleta e estado de suas peças

Motonetas, scooters, aventureiras ou motocicletas de grandes cilindradas: há uma motocicleta diferente para cada gosto. 

São tantos modelos que alguns entusiastas e amantes de motocicletas querem cada uma de um modelo para ter o prazer de tê-las em uma coleção. E, assim como os colecionadores de carros, quem tem coleções de motos também pode ser adepto das placas pretas. 

Porém, será que a regulação para as motos é a mesma que a dos carros? Confira nesta matéria tudo o que você precisa saber sobre este tipo de motocicleta!

O que é um veículo placa preta?

Quando falamos de um carro ‘placa preta’, consideramos os automóveis antigos que têm status de item de colecionador, sendo mais valorizado que um automóvel do mesmo modelo em estado conservado.

As placas pretas surgiram através da resolução de número 56 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) para a conservação de veículos e, além dos veículos de passeio, podem também ser colocadas em motocicletas e caminhões.

Porém, para que um veículo possa entrar nessa ‘categoria’, há alguns requisitos a se cumprir. 

Requisitos para ter uma moto de placa preta 

As placas pretas de agora não são totalmente pretas como eram antigamente. Após as alterações do Mercosul, as chapas metálicas contam com fundo branco e apenas os detalhes e escritos em preto. Apesar disso, ainda levam o apelido de placa preta.

Porém, não é qualquer veículo que pode ter uma dessas. São necessárias diversas alterações – e um grande investimento financeiro, em alguns casos – para manter o veículo, seja de duas ou quatro rodas, dentro dos conformes.

O primeiro requisito necessário é que a moto tenha sido fabricada, no mínimo, há 30 anos para receber a chapa de colecionador. 

Além disso, o CONTRAN diz que os veículos devem integrar uma coleção e, além disso, conservar suas características originais de fabricação, ou seja, todas as peças da motocicleta, sem exceção, devem ser originais.

Alguns modelos podem receber a placa preta com 80% da originalidade das peças, mas a maioria dos colecionadores opta por deixá-las em estado 100% original.

Esta conferência de originalidade é feita através de vistorias e, após aprovado, o veículo recebe um Certificado de Originalidade e a tão esperada placa preta.

Além disso, o CRLV de sua motocicleta também recebe os dizeres “veículo de coleção”.

O que muda nas motocicletas com placa preta?

Quando uma moto é emplacada com este tipo de chapa de colecionador, ela acaba sendo valorizada no mercado. Isto porque, além de se tornar uma peça rara de colecionador, suas peças também são mais valiosas por serem originais.

Além disso, motocicletas antigas são mais raras que carros antigos, então a valorização é maior ainda. Estima-se que o valor de um veículo de duas rodas que possui uma placa preta é de até 10% mais valorizado.

Por fim, falando de valores, o custo do processo de certificação da placa preta de uma motocicleta é de, em média, R$ 2 mil. 

Entretanto, caso sua moto tenha muitas peças alteradas, este preço pode ser muito maior, dependendo da quantia de peças a serem trocadas e do valor de cada uma. E aí, faria este investimento?

Fonte: https://motomundosa.com.br/motos-com-placa-preta-sim-saiba-como-funcionam-as-colecionaveis-de-2-rodas/

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