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A história da cor verde adotada pela Kawasaki

Kawasaki e verde combinam, mas você sabe o motivo? A superstição é algo intrínseco à uma boa parcela dos seres humanos e muitas pessoas carregam seus patuás, de santinhos a figas, todos tem a mesma função: a proteção.

Na história da Kawasaki a luta contra uma lenda do azar de Daytona se transformou em oportunidade de se destacar diante da multidão, se fortalecer como marca e ainda rentabilizar os investimentos seduzindo os amantes das motocicletas.

Mais sobre a Kawasaki

O ditado em espanhol que diz “No creo em las brujas, pero que las hay, las hay..” que na tradução literal para o português quer dizer: não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem.., mostra bem o porque da utilização de amuletos. Vale tudo para se proteger.

A Kawasaki organizou um evento na Itália para comemorar algumas datas importantes que fazem aniversariam em 2023; o primeiro motor de motocicleta em 1953, seu primeiro projeto de motocross com o protótipo 125 B8 e a fabricação do primeiro Jet Ski em 1973.

Mas estas são algumas das datas que a Kawasaki Heavy Industries tem para comemorar, afinal a empresa de Akashi também está presente na indústria naval, de turbinas e equipamento industrial.

Celebrando a história

O evento batizado de Big Celebration foi realizado no mês de maio na cidade de Laveno Mombello, na Lombardia. Foi lá que Enrique Bessolo, homem de vendas e marketing da marca na Itália contou sobre a história por trás da cor verde adotada pela Kawasaki e que se transformou na identidade visual da marca.

O ano era 1969 e a Kawasaki tinha o objetivo de ampliar e consolidar sua operação no mercado norte- americano e as corridas estavam no foco de sua estratégia. A decisão de participar nas tradicionais corridas de Daytona com suas motos de 250 e 350 cm³ já estava tomada.

Naquela época rondava uma lenda em Daytona na qual a cor verde era sinônimo de azar e por tanto, trazia má sorte para quem ousasse utilizar a cor nas competições naquela pista.

A Kawasaki estava buscando ser notada e para isso tentava fazer algo sensacional, fora da curva para sua época. A sucursal norte-americana então entrou em contato com a matriz no Japão e o argumento para ir contra a superstição foi de que eram engenheiros e acreditavam em fórmulas e que as superstições eram inúteis e ridículas, assim decidiram pintar suas motos de verde para participar das provas e chamar.

A equipe foi formada por cinco pilotos norte-americanos, eram eles: Ken Araoka, Art Bauman, Walt Fulton, Dick Hammer e Cal Rayborn, os quais pilotaram as Kawasaki A1 RA de 250 cm³ e A7 RA de 350 cm³ com as quais se destacaram na competição.

A equipe desde o princípio chamou a atenção e dominou a corrida, perturbando o status quo do momento e fortalecendo o lema da marca que perdura até hoje, ir contra o que não é racional. A partir daí o verde limão passou a integrar boa parte de seus produtos e foi com o modelo F21M, uma scrambler de 238 cm³, que a Kawasaki iniciou com o verde em suas motos de produção.

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