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Cuidados a ter após montagem de pneus novos na moto

Esta é uma questão que todos conhecemos e que faz parte do “manual de regras básicas do motociclista” e que normalmente passa de boca em boca: O cuidado a ter quando montamos pneus novos na nossa moto, ou mesmo com uma moto acabada de sair do stand.

Embora toda a tecnologia no fabrico de pneus tenha evoluído, determinados produtos que são utilizados na indústria da sua produção, seja para facilitar o desmoldar seja para preservar as qualidades do mesmo até à data da sua utilização, continuam a obrigar o motociclista a ter algum cuidado a rodar com a sua moto nos primeiros quilómetros e até a tal “goma” ser totalmente limpa da superfície.

Embora hoje em dia nos processos industriais de produção de penus praticamente não se utilizam químicos na fase de desmoldagem o certo é que no processo de vulcanização dos pneus e posterior enfriamento dos mesmos existe a tendência de aflorarem à superfície algum óleo e cera que fazem parte da mistura química da borracha, tornando o seu aspecto algo brilhante. Por isso é sempre recomendável rodar com cuidado nos primeiros Kms até que essa superfície possa ser totalmente limpa. 

Como assegurar que o pneu já não tem goma e não representa risco de falta de aderência ?

Alguns dizem para nos primeiros 100 Kms, aproximadamente termos cuidado a curvar… conselho óbvio mas que não define o regime ideal em que devemos rodar para que os pneus percam a totalidade da eventual goma em toda  a sua superfície.

Ora o melhor é de facto proceder de uma forma evolutiva, ou seja, de início evitar inclinações pronunciadas da moto e travagens demasiado brusca. Há medida que forem rodando poderão ir aumentando a inclinação, quer para a direita quer para a esquerda e verificando a superfície de rodagem do pneu para perceberem até onde a mesma esté a ser utilizada. Se virem que há desequilíbrio entre um lado e o outro comecem a compensar com maior inclinação para o lado que está menos utilizado. Sempre uma forma gradual e progressiva no sentido de manter sempre o controle e a aderência. Tal como o evitar das travagens devemos também ser suaves a rodar o punho à saída das curvas.

Já em pista é diferente pois os pneus específicos para rodar em circuito praticamente não trazem qualquer produto que possa diminuir a sua aderência e são normalmente aquecidos com mantas para que saiam para a pista já com atemperatura próxima do ideal do seu melhor desempenho. O asfaltao da pista é extremamente abrasivo e rapidamente os pneus são “limpos” de qualquer resido que possam ainda ter na sua superfície.

O processo de “limpeza” de eventuais resíduos sobre a superfície dos pneus novos depende do regime que cada utilizador decidir colocar na sua condução e não de mais ou menos kms realizados. A progressividade em inclinação, em travagem e aceleração é sempre recomendável nos primeiros 100 Kms. Inclusivamente se for no inverno e com chuva esse tempo deve ser alargado e a condução ser algo mais conservadora. E o observar da superfície do pneu é tembém recomendável, pois é fácil percebermos até onde é que o pneu teoricamente já foi limpo. Não se preocupem se os mesmos ainda apresentarem os típicos “pelos de borracha “ na sua extremidade pois a maioria dos motociclistas nunca chegarão a rodar nesse extremos da superfície. Os pneus hoje em dia apresentam uma enorme superfície de rodagem no sentido de oferecerem um desempenho e aderência máxima em quaiquer condições.

A Avon recomenda uma condução conservadora durante pelo menos 160 Kms e que a mesma seja realizada de preferência em percursos sinuosos de montanha. Devem ser observados visualmente para assegurar que a superfície foi gasta de forma uniforme e verificar que a pressão é a recomendada.

A Brigdestone recomenda cuidado durante os primeiros 100 Kms para nos habituarmos ao comportamento dos pneus evitando manobras extremas, em curva, travagens ou aceleração.

A Continental vai mais loge e refere que todos os pneus após sairem de produção apresentam uma superfície lisa e brilhante pelo que devem ser evitadas todo tipo de manobaras que possam colocar em risco a segurança do motociclista, devendo aguardar-se que o pneu apresente uma superfície limpa e sem brilho para que se possa obyter o seu nível máximo de aderência. Refere ainda que os seus pneus SportAttack 4, RoadAttack 4, RoadAttack 3, TrailAttack3 e TKC 70, utilizam na sua superfície uma nova tecnologia apelidade de “Traction Skin” que reduz substancialmente o processo de limpeza do pneu na estrada, garantindo mais rapidamente o seu desempenho máximo.

A Dunlop refere também a necessidade de conduzir com cuidado durante os primeiros 160 Kms, garantindo um processo gradual de desgaste dos mesmos e a habituação do do piloto ao seu comportamento. Faz referência também à necessidade de verificar sempre a pressão dos pneus  que deve ser a recomendada e aplicada com os pneus frios. Finalamente recomenda sempre a substitução de ambos os pneus e não combinar a utilização de um pneu gasto com um novo sendo também desaconselhado a utilização de pneus diferentes à frente e atrás, pois poderá afectar o equilíbrio da moto e a sua aderência.

A Maxxis recomenda algum cuidado de início para remobver algum agente desmoldante que possa permanecer no pneu novo e evitar acelerações bruscas ou angulos de inclinação elevados.

A Michelin recomenda que os pneus novos sejam submetidos a um período de “amaciamento” antes de poderem ser utilizados normalmente. Refere ainda que a condução deve ser suave, sem acelerações nem travagens bruscas e ângulos de inclinação moderados e, gradualmente, ir aumentando o grau de intensidade na condução até que os pneus apresentem uma sperfíce limpa e sem brilho. A recomendação é que se proceda a este processo durante pelo menos 100 Kms e que deve ser aplicado em qualquer tipo de pneus, sejam de moto ou scooter.

A Vipal Borrachas é a nova fornecedora de pneus a Moto Honda da Amazônia, e passará a fornecer pneus para modelos da marca japonesa produzidos em sua unidade do Brasil, instalada no Polo Industrial de Manaus.

A parceria foi anunciada na última quarta-feira (26), e o primeiro modelo que contará com os pneus da marca brasileira é a Honda CG 160 Fan, que passa a trazer como item original de fábrica os pneus Street ST600 nas medidas 80/100 para a roda dianteira e 90/90, ambos de 18 polegadas e sem câmara.

Segundo a Vipal, as primeiras unidades da CG 160 Fan equipadas com seus pneus começam a chegar aos concessionários Honda ainda no mês de julho. Eles são produzidos na fábrica localizada em Feira de Santana, na Bahia, e seguem um rigoroso cronograma de testes, o que segundo a marca foi fundamental para que ela fosse escolhida como uma das fornecedoras Honda.

“É com imensa alegria que celebramos essa parceria tão valorosa e importante para a companhia, um momento que ratifica a nossa relevância e qualidade na produção de pneus para veículos duas rodas. O segmento está em crescimento e no último ano, cerca de 1,4 milhão de unidades foram produzidas, segundo dados da Abraciclo. O ano de 2023 representa um momento de grande otimismo do setor para uma evolução ainda maior, com expectativa de produzir 1,5 milhão de unidades de motocicleta, segundo projeção da Associação”, afirma o Gerente da Unidade de Negócios Duas Rodas da Vipal Borrachas, Felipe Henzel. 

Na foto da esquerda para a direita: Fausto Tanigawa – Diretor de Compras da Moto Honda da Amazônia Ltda; Júlio Koga – Vice-Presidente da Moto Honda da Amazônia Ltda; Renan Batista Patricio Lima, Diretor Presidente da Vipal Borrachas e João Carlos do Amaral Demoly, Diretor de Operações Industriais da Vipal Borrachas

Para o CEO da Vipal Borrachas, Renan Patricio Lima, concretizar essa parceria com a Honda é motivo de muito orgulho. “Ver o nosso negócio Duas Rodas evoluir ao ponto de nos tornarmos fornecedores de pneus de moto para a fabricante líder do mercado nacional, mostra que trilhamos o caminho certo. A escolha da Honda pelos pneus Vipal para equipar suas motos é algo a ser amplamente celebrado, principalmente quando atingimos a marca de 50 anos de atividade”, destacou.

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