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MOTOGP, O QUE DISSERAM OS TRÊS PRIMEIROS

Francesco Bagnaia (Ducati) venceu o Grande Prémio da Comunidade Valenciana de MotoGP (sagrando-se campeão do mundo), batendo Fabio Di Giannantonio (Gresini) e Johann Zarco (Pramac).

MOTOGP, O QUE DISSERAM OS TRÊS PRIMEIROS DA CORRIDA

Aqui ficam as declarações dos três primeiros (Di Giannantonio foi penalizado depois da corrida por pressão irregular dos pneus, descendo para o quarto lugar e promovendo Brad Binder ao pódio).

“É fantástico, não tenho muitas palavras. Foi uma corrida longa, 27 voltas de dificuldades, não me senti bem com a frente, depois deixei passar as duas KTM e a sensação melhorou, talvez porque a temperatura tenha aumentado. A partir daí, comecei a sentir-me melhor, mas estava sem pneus nas últimas duas voltas e foi difícil. Mas conseguimos, ganhámos o título vencendo a corrida, melhor do que isso é impossível. Quero agradecer à minha equipa, que é fantástica”, disse Bagnaia.

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“É o pior pódio da minha vida, estava a puxar muito e tinha grande ritmo. Comecei a apanhar o grupo e a acreditar na vitória e queria ganhar e sair da equipa com uma vitória. Mas, na última volta, o Pecco começou a fechar todas as linhas e eu não consegui. Mas é um feito incrível para nós, terminar a época com este crescimento. Prometi à equipa dar o melhor resultado possível e acho que é uma boa forma”, referiu Di Giannantonio.

“É um pódio muito bom, o arranque foi melhor do que aquele que fiz ontem e pude controlar melhor a corrida. A KTM foi forte, mas, com dois erros da KTM e com o Jorge fora, vi que tinha hipótese de tentar a vitória. Tentei preparar a ultrapassagem ao Pecco, ele tinha bom ritmo, mas controlei para ir mais rápido na última volta. Mas o Di Giannantonio chegou demasiado rápido e surpreendeu-me com o seu ataque na curva 4, não o consegui atacar outra vez. Mas é um bom pódio para fechar o capítulo Pramac, agora posso desfrutar deste novo projeto com a Honda”, declarou Zarco.

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MOTOGP, FRANCESCO BAGNAIA (1.º/CAMPEÃO): “MELHOR DO QUE ISTO É IMPOSSÍVEL”

Francesco Bagnaia sagrou-se hoje campeão do mundo de MotoGP, vencendo o Grande Prémio da Comunidade Valenciana e beneficiando do abandono de Jorge Martín. O italiano descreveu a sua corrida e agradeceu à sua equipa pela época que disputaram.

“É fantástico, não tenho muitas palavras. Foi uma corrida longa, 27 voltas de dificuldades, não me senti bem com a frente, depois deixei passar as duas KTM e a sensação melhorou, talvez porque a temperatura tenha aumentado. A partir daí, comecei a sentir-me melhor, mas estava sem pneus nas últimas duas voltas e foi difícil. Mas conseguimos, ganhámos o título vencendo a corrida, melhor do que isso é impossível. Quero agradecer à minha equipa, que é fantástica”, disse.

MOTOGP, VALÊNCIA, CORRIDA: BAGNAIA BICAMPEÃO MUNDIAL APÓS ACIDENTE DE MARTIN

MOTOGP

Pecco Bagnaia conquistou a vitória na corrida de MotoGP em Valência e foi proclamado campeão do mundo em 2023. Com isto o italiano torna-se bicampeão da categoria rainha. Final amargo para Jorge Martín, que não terminou a corrida.

Álex Rins voltou a correr pela última vez com a LCR Honda. Miguel Oliveira ficou de fora e o piloto de testes da Aprilia, Lorenzo Savadori, substituiu o português. Joan Mir também não correu devido a problemas cervicais. Maverick Viñales recebeu penalização de três posições na grelha, pois no ‘warm up’ partiu o motor, viu a bandeira e não parou de imediato. Assim, a pole-position foi herdada por Pecco Bagnaia.

As condições para a corrida estavam boas, com sol e um pouco mais frio que nos dias anteriores: 18 graus no ar e 21 no asfalto repavimentado. Houve uma casa lotada espetacular com 93.000 espectadores! Os dois candidatos saíram com pneus dianteiros duros e traseiros médios.

Na partida Bagnaia manteve a pole position, Martín lançou-se e em duas curvas já era segundo depois de sair de sexto na grelha. O espanhol superou as KTM, Maverick e Zarco. Marco Bezzecchi sofreu uma, num final ingrato para o terceiro do Campeonalto do Mundo. Os Márquez lutavam pelo sétimo lugar depois de Viñales. Os comissários investigaram a queda de ‘Bez’, já que Marc estava envolvido, mas não viram nada punível.

Martinator tentou ultrapassar Bagnaia na primeira curva, mas quase caiu. O turbilhão da Ducati absorveu-o, tocou em Bagnaia e saiu largo na curva 1 baixando à oitava posição, à frente de Aleix, mas a 2,4 segundos da liderança. Martín começou então uma recuperação selvagem, ultrapassou Álex Márquez solto e após várias tentativas resistidas por Viñales, Jorge superou Maverick. Mas tudo terminou a 22 voltas do final: Martinator tentou passar Marc Márquez, mas tocou no piloto de Cervera e ambos caíram. O oito vezes campeão levou um susto na curva 4, abriu um pouco e quando voltou para a trajetória Jorge acertou-lhe em cheio. Final horrível do mundia. Marc foi levado ao centro médico, porque voou em ‘highside’.

Nesse exato momento, Binder ultrapassou Bagnaia. Ao passar pela reta, a Ducati informou a Pecco que Martín estava fora e era campeão. O madrileno chegou à sua box e não tirou o  capacete para que não se vissem as lágrimas. Todos aplaudiram e o abraçaram. Incluindo Gigi Dall’Igna e Carmelo Ezpeleta. Era hora de reconhecer sua enorme temporada. O sono deve esperar.

Não importava o que acontecesse na pista, pois mesmo não terminando, Bagnaia já era o grande vencedor. Miller passou por ele. Enea Bastianini sofreu um incidente no final da recta. A Ducati oficial foi décima. Logo foi Augusto quem beijou o asfalto na curva 7. Marc também voltou saudável à sua box – não foi a despedida de sonho que esperava da Repsol Honda.

Brad Binder tinha a corrida nas mãos, mas alargou na Curva 11 e voltou pela área de ‘Long Lap’, passando de primeiro para sexto. Que erro! O piloto da KTM foi agressivo e ultrapassou Álex Márquez até ao limite. Di Giannantonio aproveitou a oportunidade para ultrapassar o seu companheiro da Gresini. Binder foi punido com cessão de posição pelo incidente com Álex Márquez acabando por ultrapassar Viñales na recta. Brad viu e deixou Maverick passar por ele. Os comissários aceitaram, embora parecesse que ele deveria ter se deixado ultrapassar por ‘Diggia’.

O drama continuou para a KTM quando a oito voltas do final, Miller que liderava caiu. Tinha a vitória nas mãos e apenas Bagnaia o seguia, nem precisava forçar. Nesse momento, Álex Rins sofreu um acidente, num final mau com a HRC, antes de passar para a Yamaha. Pecco ficou em primeiro, apenas agindo com sangue frio e beneficiando dos erros dos demais. O perigo para ele estava em Zarco que vinha atrás.

Di Giannantonio ultrapassou Binder para ficar em terceiro. Que última temporada para o italiano. Pol Espargaró sofreu um acidente na despedida do MotoGP, perdeu o equilíbrio ao rodar em 11º. Em 2024 será reserva e piloto de testes da KTM/GasGas. ‘Diggia’ estava com muita força e não demorou muito para ultrapassar Zarco. O romano passou limpo na curva 4. A emoção ia ser grande, porque Fábio ficou quase colado a Bagnaia na última volta, mas o campeão do mundo resistiu bem e pode voltar a colocar o ‘1’ na Ducati em 2024.

MOTOGP: A QUEDA BRUTAL ENTRE MARTIN E MÁRQUEZ QUE DECIDIU O CAMPEONATO

Este foi o momento da corrida, que colocou um ponto final ao sonho dos espanhóis de ver o ‘caneco’ de novo em casa. Foi também o desfecho pior para Jorge Martin que chorou compulsivamente na box da Pramac, consolado por todos, inclusive por Gigi Dall’Igna (Ducati) e por Carmelo Ezpeleta (Dorna). Todos apauldiram o madrileno de pé!

O sonho de Jorge Martin terminou a 22 voltas do final da corrida. Alguns erros fatais acabaram com o sonho de Martinator de ser campeão de MotoGP. Primeiro teve uma saída de pista no final da recta principal quando era 2º, e depois colidiu com Marc Márquez.

Jorge Martín saiu com tudo, disse antes que era uma corrida de tudo ou nada, “de queda ou vitória”, e no final, correr tantos riscos só o prejudicou. Teve um começo espetacular, mas o facto é que quando estava prestes a ultrapassar o italiano foi muito precipitado. Aproximou-se de Bagnaia de tal forma que teve que sair da pista para evitar o nocaute final na primeira oportunidade. E isso aconteceu a 25 voltas do final da corrida. Se a sua opção fosse outra, colar-se a Bagnaia de forma persistente, pressionando, pressionando, talvez o desenlace da corrida fosse outro… até porque um dos pontos fracos do italiano é sucumbir à pressão. Portanto, este foi o primeiro erro de Martinator.

Martin caiu então para o oitavo lugar. O título no campeonato do mundo estava a tornar-se impossível, não atirou a toalha ao chão mas notava-se na sua pilotagem o desespero, os nervos à flor da pele.  A 22 voltas do final ultrapassou Marc Márquez . E aí o seu sonho terminou definitivamente. O piloto de Cervera foi o que mais sofreu o acidente e foi visto a mancar após a queda espetacular sofrida no asfalto duro do Circuito Ricardo Tormo. Martin não evitou o toque no #93… e esse foi o seu segundo erro – fatal para as suas aspirações.

Martin tinha dito que só Pecco tinha pressão, mas não foi o caso que vimos durante a sua breve permanência na pista… e depois. Martín teve de se contentar com o vice-campeonato . Um grande feito para o piloto de San Sebastián de los Reyes, que colocou em xeque o piloto oficial da Ducati até ao fim.

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