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Teste completo Zontes 310 R: 5 motivos para comprar; 3 para fugir

Design conceitual e tecnologia não encontrada nem mesmo em modelos de categorias superiores, além de um preço bastante competitivo. A receita da Zontes no Brasil é interessante demais para resistirmos à tentação de testá-las. Afinal, na prática elas são tão bem resolvidas quanto na ficha técnica?

Teste completo Zontes 310 R

Foram quase mil km percorridos em alguns dias com a naked chinesa. Passamos por cidades congestionadas, rodovias, estradas sinuosas e pavimentos em diferentes níveis de conservação. Também levamos o lançamento para points e encontros de motociclistas, para ver como o público reagiria à novidade.

E antes de adentrar no teste em si, deixamos aqui um agradecimento especial à Suzuki Sun Motors de Porto Alegre, que gentilmente cedeu a unidade testada. Quando saiu da loja a 310R estava com menos de 10 km rodados!

Foi neste clima de exploração que testamos a Zontes 310 R, primeiro modelo a chegar nas lojas brasileiras. Veja aqui como o lançamento se comportou, onde surpreendeu positivamente e também quesitos em que pode evoluir.

Ficha técnica Zontes 310 R

Nós já apresentamos a Zontes em detalhes aqui, mas vale resgatar alguns pontos interessantes do modelo. No Brasil, a marca chinesa é representada pela JTZ, assim como Suzuki, Haojue, Kymco e Hisun (quadriciclos). Ou seja, produtos de todas essas marcas são vendidos nas mesmas lojas e sob a mesma rede de assistência.

Por aqui, a Zontes inicia sua operação trazendo 3 modelos: R, T e V – naked, crossover e cruiser. A R310 foi a primeira a chegar, sucedida pela T310. Todas compartilham o mesmo motor (1 cilindro, 35 cv), câmbio de 6 marchas com embreagem assistida e deslizante e chassi, além de base das suspensões e pacote eletrônico.

Falando nele, o conjunto tecnológico é uma referência na categoria. Tem smartkey, controle da pressão dos pneus, tela TFT de 5″, conectividade e modos de pilotagem, entre muitos outros recursos.

Teste Zontes: primeiras impressões

Antes mesmo de ligar, a Zontes 310 R chama a atenção pelo visual. O design é agressivo, pontiagudo, recortado. E o nível de acabamento é agradável, com materiais de aparente boa qualidade, ótimos encaixes e texturas. Outro elemento que logo se destaca é a tela TFT, que exibe uma bela animação ao tocar do botão.

Inclusive, o visual fez do modelo o centro das atenções por onde passou e foi motivo de infinitos elogios. Todos motociclistas, especialmente de nakeds e esportivas, mostraram curiosidade com a R 310 e a marca, afinal estavam vendo uma Zontes ‘ao vivo’ pela primeira vez.

Motor

O motor é monocilíndrico, de 312 cc, com comando de válvulas duplo no cabeçote (DOHC) e taxa de compressão de 12,5:1. Assim, gera 35,3 cv a 8.600 rpm e 3,06 kgf.m de torque a 7.500 rpm. São números dentro do padrão da categoria e propósito. Já o câmbio tem 6 velocidades, além de embreagem assistida e deslizante (para evitar o travamento da roda traseira em reduções bruscas).

Como a Zontes 310 R anda na estrada

Basta percorrer alguns metros para notar o óbvio: a Zontes R310 é uma naked, não uma street. Assim, seu compromisso está muito mais relacionado ao prazer na pilotagem que ao conforto, mais emocional que racional.

Desta forma, o motor tem ótima aceleração e atinge com muita facilidade velocidades acima dos 130 km/h. Já as suspensões (invertida na dianteira e com bolsa pneumática preenchida com nitrogênio atrás) copiam o piso com maestria, passando estabilidade. Aqui também entram em cena os largos pneus, de 110 mm na frente e 160 mm na traseira. Originalmente, são da marca CST.

Ou seja, com 157 kg a seco a Zontes 310 R é pura diversão em estradas sinuosas: leve , ágil, previsível e esperta. Em vias de alta velocidade, por sua vez, é estável e tem baixa vibração até a casa dos 110 km/h – depois disso o motor passa a vibrar mais conforme se acelera, característica normal dos monocilíndricos.

Na cidade

Fizemos várias incursões urbanas com a Zontes, que encarou asfalto, paralelepípedo, trânsito pesado, congestionamento, corredores, cidades de interior e mais. Apesar de muito ágil, o modelo fica menos à vontade que em rodovias.

câmbio um tanto áspero compromete um pouco a suavidade entre os carros, assim como o esterçamento pequeno do guidão exige mais atenção ao passar entre veículos parados. Já a suspensão rígida, cirúrgica na estrada, acaba passando para o piloto todas as imperfeições do piso. Resumo: a 310R dá conta com tranquilidade de andar na cidade, mas gosta mesmo é de estradas.

Zontes 310 R: consumo, top speed e desempenho

Se você achou que a Zontes 310 R era econômica, acertou. Segundo o computador de bordo e as medições manuais, o modelo fez médias entre 28 e 29,8 km por litro em percurso misto, onde predominaram trechos rodoviários com velocidades entre 90 e 120 km/h. Nada mau! Em tocada esportiva, caiu para a casa dos 20 km/litro.

top speed é limitado eletrônicamente próximo aos 165 km/h (no painel), mas como estávamos com uma unidade de menos de 10 km rodados optamos por não acelerar ao extremo. Ao invés disso, fizemos várias tiradas curtas onde ela atingiu 150 km/h em diversas ocasiões, sempre com fôlego para mais. De fato, a aceleração é um de seus pontos positivos.

Pontos positivos (5 razões para comprar)

É impossível começar a lista dos pontos positivos por outro aspecto. O design conceitual é um atrativo interessante, que faz do modelo o centro das atenções por onde passa – prometendo repetir o mesmo efeito nas T310 e V310. Além disso, conta com ótimo nível de acabamento. É uma moto recomendada para quem gosta de despertar olhares por aí.

Também não há como fugir da eletrônica. O pacote tecnológico é fácil de operar e faz inveja até em modelos muito mais caros, contando com: iluminação full LED com DLR, smartkey com pulseira, ABS Bosch, tomada USB dupla, TPMS (controle da temperatura e da pressão dos pneus), tela TFT de 5″ com 4 opções de layout e brilho automático, dois modos de pilotagem (Eco e Sport), abertura elétrica do bocal do tanque e banco, travamento automático do guidão, conectividade bluetooth, computador de bordo com velocidade e consumo médios, botões retroiluminados e mais.

Outro ponto positivo está no uso em estradas. Nos agradou a estabilidade em trechos sinuosos, a facilidade para mudar de direção, posição de pilotagem levemente esportiva e a ótima aceleração. Já em longos pontos de alta velocidade, a suavidade do motor.

A lista de razões para dar uma chance ao modelo continua com o baixo consumo, afinal a Zontes 310 R foi bastante econômica no nosso teste. Médias de consumo perto dos 30 km/litro para uma moto de 35 cv rodando na casa dos 100 km/h e que está em pleno período de amaciamento configuram números respeitáveis.

Fechamos a lista com o preço. O modelo tem valor sugerido de R$ 26.990, abaixo de nakeds concorrentes e próximo até de motos muito mais simples e de desmpenho inferior, como as street CB 300F Twister e Fazer 250 FZ25, por exemplo.

Pontos negativos (3 razões para fugir)

Primeiramente, há alguns detalhes na eletrônica que podem ser revistos. O painel deveria ter menu em português (hoje há apenas inglês e mandarim como opções) e o botão de navegação poderia ficar mais próximo do punho, a fim de não precisar deslocar a mão do guidão para navegar entre as funções. Além disso, faz falta um trip parcial secundário (trip B).

Outro detalhe que merece a atenção de quem cogita o modelo é a posição do garupa. É natural que nas motos naked haja desconforto para quem vai atrás, com banco diminuto, pernas flexionadas demais e ausência de alça. Como a R310 é uma naked, não foge à regra.

Por fim, outro ponto que merece atenção de possíveis compradores é o conforto nas cidades. Como a suspensão é rígida, o câmbio um tanto duro e o esterçamento do guidão limitado, a experiência em longos trechos urbanos acaba prejudicada. Se você busca uma moto para rodar centenas de quilômetros em cidades diariamente, é melhor cogitar outra opção.

Comprar Zontes 310, CB 300F, FZ 25 ou MT 03?

Felizmente, o mercado da média cilindrada está crescendo, mas isso acaba gerando muitas dúvidas nos consumidores. Basicamente, há confusão entre as categorias street e naked. Já falamos disso aqui, mas como estamos apresentando o teste completo da Zontes 310 R vale relembrar.

Resumidamente, as street são motos voltadas ao uso urbano e que privilegiam a simplicidade, economia e baixo custo manutenção, ainda que tenham 250 ou até mais cilindradas. São os mesmos princípios de uma CG 160, ainda que tenha tomado whey. Um exemplo: Honda CB 300F Twister.

Já as naked derivam das esportivas, sendo basicamente versões ‘peladas’ das carenadas. São motos focadas em desempenho, com motores ‘giradores e potentes’ e compromisso com a diversão. Eventualmente podem ser econômicas (como a Zontes), mas seu foco mesmo está na diversão. Exemplo: Yamaha MT 03, baseada na esportiva R3.

Então tenha essa classificação em mente quando procurar uma 300cc. Teoricamente, a Zontes R310 é rival direta das BMW G 310 R, KTM Duke 390, Yamaha MT 03 e Kawasaki Z 400, mas seu preço também lhe coloca perto da Bajaj Dominar 400, CB 300F Twister e até Fazer 250.

Quanto custa 310R?

Hora de falar dos preços das motos da Zontes. A R310 foi a primeira a chegar e tem valor sugerido de R$ 26.990 e, segundo a Fipe, está sendo comercializada por cifras bem próximas disso. Há duas opções de cores: preto e azul. Já as T310 e V310 custam R$ 27.990. A garantia é de 2 anos – poderia ser maior, é verdade.

Vale a pena comprar a Zontes 310 R?

Ao longo de várias centenas de quilômetros, a 310R nos surpreendeu positivamente. É mais gostosa de pilotar, ágil e esperta que esperávamos. E econômica, também.

Naturalmente, há pontos que podem ser melhorados e, como qualquer produto recém chegado ao mercado, ainda precisa se provar em quesitos como durabilidade, afinal há coisas que só as centenas de milhares de quilômetros podem mostrar. Além disso, ainda não está claro como a JTZ irá lidar com a nova geração de motores Zontes, afinal na Europa os 310 já foram substituídos pelos 350cc.

Resumidamente, o modelo parece ser digno de atenção para quem busca uma moto para curtir passeios de final de semana com um bom conjunto mecânico. Isso aproveitando um ótimo pacote eletrônico e chamando a atenção por onde quer que passe, claro.

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Fonte:https://www.motonline.com.br/noticia/teste-completo-zontes-310-r-motivos-comprar-fugir/

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