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Dicas

Cuidados para sua moto não te deixar na mão

Importantes cuidados com a sua moto

1. Lubrifique a corrente

Lubrificar a corrente com a frequência e esticá-la quando necessário aumenta a vida útil da relação
Crédito: Reprodução

Em teoria, toda corrente deve ser lubrificada a cada 500 quilômetros rodados, no mínimo, e esse é um dos cuidados básicos com a sua moto. Quanto mais tempo você rodar sem lubrificá-la, mais esforço ela fará e menor será sua vida útil. Quem tem paciência para fazer isso uma vez por semana pode ter certeza: a relação da moto vai durar muito!  Mais que frequência, fique ligado nos imprevistos – se pegar chuva e muita sujeira de pista, antecipe a lubrificação.

Além de lubrificar, mantenha o conjunto bem regulado: dê aquela esticadinha na corrente quando apresentar folga maior que a ideal. E nunca é demais lembrar que trocar o conjunto corrente, coroa e pinhão não é barato – ainda mais com frequência excessiva.

2. Calibre os pneus

Calibrar os pneus toda semana faz a moto andar melhor e com mais segurança, e até consumir menos combustível
Crédito: Reprodução

Pode parecer bobagem, mas calibrar os pneus toda semana é importante. Faça-o com esta regularidade, de preferência no mesmo posto e no mesmo calibrador – e sempre com os pneus “frios” – quando esquentam, a pressão interna sobe, o que pode te enganar na hora da calibragem.

Pneus descalibrados aumentam o consumo de combustível, reduzem a eficiência da frenagem e exigem mais do motor, já que a aderência ao piso é alterada (a moto fica mais “pesada”). Bote sempre a pressão indicada no manual da moto, e siga as medidas para uso sozinho ou com garupa.

3. Troque óleo e filtros de óleo e de ar

Com filtro de ar limpo ou novo,  o motor “respira” melhor, anda mais e fica mais econômico
Crédito: Reprodução

Óleo do motor, filtro de óleo e filtro de ar: esses três componentes de desgaste são os “órgãos vitais” da sua moto. Trocá-los nos intervalos adequados tem de estar entre os cuidados para fazer com que a moto funcione com a correta lubrificação das partes internas e com o fluxo ideal de ar na admissão. O resultado? Sua moto vai te oferecer a melhor performance possível e apenas a manutenção normal, sem que seja preciso fazer algum conserto inesperado (e eventualmente caro).

Siga as especificações do manual da moto, mas você sempre pode botar lubrificantes ou peças com especificações superiores – nunca inferiores. E não faça economia boba: ao trocar o óleo, troque também o filtro de óleo (não siga a regrinha de “dois pra um”). Pense assim: de que adianta botar um óleo novo se o filtro está contaminado com impurezas do óleo velho?

4. Verifique os apertos dos parafusos

Motos vibram e passam por buracos o tempo todo. Então faça uma inspeção visual nos parafusos todo mês
Crédito: Reprodução

Não importa qual é a sua moto: a cada revisão, peça para verificar os apertos de todos os parafusos acessíveis. Toda moto vibra e, a longo prazo, isso pode gerar folgas nos parafusos e porcas, com risco até de deixar peças pelo caminho. Na melhor das hipóteses, parafusos e porcas frouxas podem fazer com que algum sistema pegue folga e não funcione corretamente.

5. Cuide das suspensões

As suspensões têm vários componentes internos, que devem estar sempre em bom estado
Crédito: Reprodução

Os garfos telescópicos trabalham com óleo dentro, que é comprimido e descomprimido continuamente. São peças feitas para isso, mas com o tempo perdem suas propriedades – e está ai mais um cuidado que você deve ter com sua moto.

Quando a peça perde suas propriedades, a suspensão dianteira começa a “bater”, o que pode causar estouro de retentores e até arranhar o cromo das bengalas. Aí, é mais serviço a fazer e mais custo. Então, não economize se precisar trocar o óleo das bengalas: é um serviço relativamente simples e ficará mais barato do que trocar óleo e também retentores – ou, pior, ter que refazer o cromo.

6. Lubrifique os cabos de freio e de embreagem

Lubrificar os cabos de acelerador e de embreagem é fácil e reduz o risco de ficar no meio do caminho
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Nada pior do que estar naquele passeio ou na ralação e um cabo de acelerador ou de embreagem se partir. Gambiarras podem resolver, mas sair do planejado é sempre muito ruim. A prevenção é sempre manter os cabos lubrificados e ter certeza de que os conduítes externos estão passando por onde devem, sem estar “mordidos” ou pressionados.

E mais: se um cabo começar a apresentar uma folga incômoda, troque-o imediatamente. Por falar em troca, não espere o fim de sua vida útil e faça-o periodicamente. Assim, é garantido que você não ficará na mão por causa de qualquer cabo. Dica extra: sempre que parar – em um semáforo, por exemplo -, bote o câmbio no neutro e solte o manete de embreagem.

7. Lave a moto

Sujou? Lave. Moto limpa e lubrificada tem muito menos chances de dar problema
Crédito: Reprodução

Manter a moto limpa é importante para que ela funcione bem. Mas não basta apenas jogar água e sabão sempre. Aproveite a lavagem para, depois da secagem, adotar outros cuidados com a sua moto: lubrificar as partes móveis, aplicar um desengripante em alguns componentes e verificar contatos elétricos – inclusive os menos acessíveis. Para isso, tire pelo menos o banco e confira o estado de terminais e dos bornes da bateria. Se eventualmente pegou chuva, muita sujeira de pista ou até estrada de terra ou lama, isso é mais importante ainda.

8. Obedeça às especificações da moto

Toda moto tem suas próprias especificações e, por tabela, seus limites. A capacidade de carga, por exemplo, é importante: não tente levar 200 quilos em uma moto que só admite 150 quilos. Isso poderá acarretar danos como estouro de amortecedores, comprometimento da caixa de direção e até quebra do quadro. Além disso, use pneus adequados à sua moto – os pneus também têm especificações, como índice de velocidade e capacidade de peso.

9. Faça manutenção nos freios

Moto também tem que parar. Então, verifique o estado de pastilhas, pinças e discos de freio regularmente
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Moto é feita para andar, mas também precisa parar. Então a(s) pastilha(s) de freio têm que estar em bom estado, assim como discos de freio e o próprio óleo dos sistema. A dica, aqui, é não esperar dar problema para resolver.

Troque a(s) pastilha(s) assim que estiverem mais próximas do fim do que da metade da vida útil, troque o disco se ele estiver arranhado (compromete a frenagem e a pastilha) e, pelo menos uma vez por ano, substitua o óleo de freio, para evitar acúmulo de sujeira no sistema (burrinho, êmbolo, pinça, pistão etc) e o comprometimento da eficiência da frenagem. Mais uma vez: é barato e evita danos maiores e mais caros de resolver.

10. Use combustível bom e pilote civilizadamente

Tente abastecer sempre com combustível de boa qualidade. Carburadores e injeções eletrônicas agradecem!
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Claro que é difícil verificar a qualidade do combustível toda vez que você vai abastecer, mas reduza seus riscos tendo entre os cuidados do dia a dia o de colocar gasolina em sua moto sempre em postos que você conheça ou dos quais tenha boas referências. Combustível ruim pode causar danos sérios no motor e em seus periféricos – carburador, injeção etc -, o que gera custos elevados e compromete até a vida útil do propulsor.

Por fim, pilote civilizadamente: motos conduzidas da forma correta, com uso adequado da aceleração, da embreagem e dos freios, dão muito menos problemas que as conduzidas sem qualquer cuidado. Sem contar que quem pilota assim só faz papel de ridículo, embora acredite estar tirando a maior onda…

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